Religião na Arábia Saudita

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Arábia Saudita é um país islâmico, com um regime político que se pode definir como uma teocracia e onde uma vertente do Sunismo, o Wahhabismo ou Salafasimo, é dominante. Esta corrente religiosa inspira-se nos ensinamentos do clérigo Muhammad ibn Abd al Wahhab, que viveu no século XVIII.

O Salafismo, como geralmente é conhecido entre os seus crentes, tem uma abordagem conservadora, sendo algo polémico no mundo muçulmano, precisamente pelo seu rigor extremo.

Note-se que Muhammad ibn Abd al Wahhab desenvolveu laços com a família real saudita, a quem prometeu fidelidade política em troca da implementação das suas perspectivas religiosas no território controlado por Muhammad bin Saud.

Arabia Saudita Religião
Arabia Saudita Religião

Há académicos que definem uma linha separadora entre Wahhabismo e o Salafismo, apontando que o Wahhabismo é um Salafismo com sabor saudita, mas outros recusam a distinção.

Na Arábia Saudita a Constituição é o Corão e a tradição definida por Maomé, ou seja, o seu sistema legal baseia-se na Sharia ou Lei Islâmica. A influência do clero em todos os aspectos do país, incluindo o político, é profunda.

Não existindo números exactos, calcula-se que cerca de 80% dos cidadãos sauditas sejam sunitas e 10% sejam chiitas. Serão sempre contudo muçulmanos, pois apenas estes podem ter cidadania.

Não se deve concluir que a população do país reflecte este balanço, pois existem 8 milhões de residentes estrangeiros entre os 27 milhões de pessoas que vivem na Arábia Saudita. Destes, cerca de 3 milhões serão cristãos. Contudo, só os muçulmanos podem obter autorização de permanência definitiva no país.

arabia saudita foto
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A importância da Arábia Saudita para o universo islâmico é imensa e isso deve-se a uma coincidência geográfica: Medina e Meca, os locais mais sagrados do Islão, onde Maomé viveu e morreu, encontram-se no actual território da Arábia Saudita.

Uma peregrinação a estes locais é uma aspiração da vida de quase todos os muçulmanos e anualmente as cidades sagradas recebem cerca de 15 milhões de visitantes. Esta importância é fundamental para a Arábia Saudita, talvez mesmo para a sua sobrevivência, pois para além do encaixe financeiro (talvez cerca de 20 biliões de dólares anuais) que resulta deste turismo religioso, torna-se praticamente intocável pelas potências ocidentais.

A liberdade religiosa no país é quase nula. Não é crime ser-se de outra religião, mas a crença é basicamente a única coisa autorizada. Quem não for muçulmano não poderá expressar publicamente a sua crença ou revelá-la com actos. Muito menos poderá debater religião em termos que possam ser entendidos como uma tentativa de conversão. E a partir de 2014 tornou-se crime punível com a morte a posse de textos de natureza religiosa que não sejam islâmicos.